Turismo no Paraná tem maior queda entre estados em maio
Setor recua 7,7% no estado, pressionado por custos no transporte aéreo e desaceleração econômica
O setor turístico paranaense registrou queda de 7,7% em maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. O desempenho foi o mais negativo entre todas as unidades federativas, contrastando com a retração média nacional de 1,6%. No acumulado de janeiro a maio, a queda no estado atingiu 3,9%, enquanto o Brasil manteve relativa estabilidade (-0,1%). Lucas Dezordi, assessor econômico da Fecomércio PR, atribui parte da redução às pressões no transporte aéreo, setor afetado pelo aumento dos custos operacionais e pela instabilidade geopolítica global. Entre janeiro e maio de 2026, o Paraná recebeu 508.251 visitantes estrangeiros, equivalente a 47% do total registrado em todo o ano de 2025 (1,064 milhão).
A retração do turismo no Paraná ocorre em um contexto de desaceleração econômica regional após dois anos de crescimento acelerado. A análise por segmentos sugere que o desempenho negativo está concentrado em serviços de maior valor agregado, como hospedagem e transporte aéreo, enquanto o fluxo de visitantes mantém relativa estabilidade. No oeste do estado, onde Foz do Iguaçu concentra a maior parte da atividade turística, o setor enfrenta desafios estruturais como a sazonalidade e a dependência do mercado argentino. A região também sofre com a baixa diversificação de produtos turísticos, ainda muito vinculados às Cataratas do Iguaçu. Enquanto isso, cidades como Cascavel e Toledo têm buscado desenvolver alternativas ligadas ao turismo de negócios e eventos, aproveitando sua posição estratégica no corredor Mercosul.