Xi parabeniza Trump pelos 250 anos dos EUA enquanto mídia estatal usa efeméride para criticar o país
China mantém cortesia oficial, mas vídeo da Xinhua ataca histórico militar americano.
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O presidente chinês, Xi Jinping, parabenizou oficialmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelos 250 anos da independência americana, em um gesto diplomático. No entanto, a mídia estatal chinesa aproveitou a efeméride para criticar os EUA. A agência Xinhua publicou um vídeo intitulado "Uma História em Chamas", produzido com inteligência artificial, que satiriza o papel dos EUA em conflitos globais. O vídeo mostra o Tio Sam, símbolo americano, assoprando velas em um bolo de aniversário decorado com mísseis que, ao serem acionados, atingem um mapa do Oriente Médio. A mensagem final do vídeo afirma que os EUA não estiveram em paz por mais de duas décadas em seus 250 anos de história. A crítica ocorre em meio à escalada do conflito no Irã, após o fim do último cessar-fogo. A porta-voz da chancelaria chinesa, Mao Ning, afirmou que o país acompanha os desdobramentos no Oriente Médio e pediu que EUA e Irã evitem o uso da força.
A mensagem de parabéns de Xi Jinping a Trump pelos 250 anos dos EUA é um exemplo clássico de diplomacia bifronte: enquanto o líder chinês mantém a cortesia oficial, a máquina de propaganda estatal dispara críticas contundentes. O vídeo da Xinhua, com sua estética de inteligência artificial, é uma tentativa de minar a narrativa americana de liderança global, destacando o histórico de intervenções militares dos EUA. O timing não é casual: a crítica coincide com a escalada no Irã, onde os EUA são protagonistas. A China busca posicionar-se como mediadora imparcial, mas o vídeo revela uma estratégia de deslegitimação do papel americano no cenário internacional. Ao mesmo tempo, Pequim evita confrontos diretos, mantendo o discurso oficial de busca por estabilidade. A mensagem subliminar é clara: os EUA são instáveis e beligerantes, enquanto a China oferece uma alternativa de ordem e diálogo.