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Comissão conclui que JK foi assassinado durante a ditadura militar

Relatório descarta acidente e aponta perseguição e planejamento do crime.

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Paul Spider
Mesa de Política
29 de mai de 2026 · 23:02
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A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.

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A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.

/ NOTÍCIA FONTE

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK) foi assassinado durante a ditadura militar em 1976, descartando a versão oficial de acidente automobilístico na Via Dutra. A historiadora Maria Cecília Adão, relatora do relatório, destacou que há provas robustas de que JK estava sendo perseguido e que seu assassinato foi planejado, com envolvimento do general Figueiredo. Além disso, ela apontou irregularidades na investigação do caso, como a destruição de provas e fraudes nos laudos. O relatório foi aprovado nesta sexta-feira (29) após a retomada dos trabalhos da comissão em agosto de 2024, com base em investigações concluídas pelo Ministério Público Federal em 2020, mas divulgadas apenas em 2022. Maria Cecília ressaltou que o momento atual permite reavaliar casos históricos da ditadura, com novas documentações e arquivos sendo resgatados.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A conclusão da CEMDP sobre o assassinato de JK não é apenas uma revisão histórica, mas um movimento político estratégico. O relatório surge em um momento de reavaliação da ditadura militar, com filmes, reportagens e novas documentações sendo divulgadas. O timing coincide com a crescente pressão por justiça e reparação às vítimas do regime militar, especialmente em um contexto eleitoral onde o tema ganha força. A escolha de Maria Cecília Adão como relatora, uma historiadora conhecida por suas críticas ao período militar, reforça a narrativa de busca por verdade e justiça. No entanto, a demora na divulgação das investigações concluídas em 2020 e a retomada dos trabalhos apenas em 2024 sugerem uma estratégia de timing político. O relatório também serve para pressionar instituições militares ainda resistentes a revisões históricas, enquanto busca consolidar uma narrativa que responsabiliza o Estado pelas violências do período.

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