Demanda por IA pressiona energia global, Brasil emerge como líder renovável
Oeste do Paraná pode se beneficiar com investimentos em infraestrutura tecnológica e energética sustentável.
O uso de inteligência artificial (IA) no Brasil cresce exponencialmente, com 80% da população utilizando ferramentas como ChatGPT, Gemini e Meta AI para pesquisas cotidianas, segundo estudo da Hedgehog Digital. No entanto, essa demanda global por IA está pressionando o consumo energético mundial. Data centers, essenciais para o funcionamento dessas ferramentas, consomem quantidades significativas de eletricidade, e a Agência Internacional de Energia (AIE) projeta que esse consumo mais que dobrará até 2030. Nos EUA, a U.S. Energy Information Administration (EIA) estima um consumo recorde de mais de 4 trilhões de kWh em 2026, impulsionado pela infraestrutura necessária para sustentar a IA. Paralelamente, o Brasil emerge como um player estratégico nesse cenário, com 88,2% de sua matriz elétrica proveniente de fontes renováveis, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Essa vantagem energética, aliada à diversificação da matriz nacional, posiciona o país como um ator relevante na economia digital sustentável.
O debate sobre a IA no Brasil não pode ser dissociado do contexto regional, especialmente no oeste do Paraná, onde a matriz energética e a infraestrutura tecnológica têm papel fundamental. A região, conhecida por sua produção agrícola e industrial, já enfrenta desafios energéticos, como a dependência de hidrelétricas e a necessidade de diversificação para fontes como biomassa e solar. A demanda crescente por energia, impulsionada pela expansão da IA, pode pressionar ainda mais os recursos locais, especialmente em municípios como Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu, que abrigam data centers e empresas de tecnologia. Além disso, o potencial do Brasil como líder em energia renovável pode atrair investimentos para a região, mas isso depende de políticas públicas eficientes e da integração entre setores público e privado. O momento é crucial para o oeste paranaense, que pode se tornar um hub tecnológico e energético, desde que consiga equilibrar crescimento e sustentabilidade.