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Espanha resgata 44 imigrantes africanos em barco à deriva no Atlântico

Mais de 100 pessoas estavam a bordo; cinco morreram e dezenas estão desaparecidas

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
03 de set de 2026 · 12:02
/ NOTÍCIA FONTE

O Serviço de Salvamento Marítimo da Espanha resgatou 44 imigrantes africanos após o barco em que estavam enfrentar problemas no Oceano Atlântico. A embarcação foi avistada à deriva a cerca de 120 km ao sul da ilha de Gran Canaria na tarde de quarta-feira, 2 de setembro. Inicialmente, mais de 100 pessoas estavam a bordo, incluindo mulheres e um bebê, segundo relatos dos sobreviventes à Cruz Vermelha. Pelo menos cinco pessoas morreram, e dezenas estão desaparecidas e são dadas como mortas. Três sobreviventes foram levados de helicóptero para um hospital, enquanto os outros 41 foram resgatados por barco e desembarcaram no porto de Arguineguín, onde receberam atendimento médico. Os imigrantes, todos homens, incluindo menores de idade, vinham do Mali ou do Senegal e estavam desorientados e desidratados. Eles relataram que partiram da Gâmbia e ficaram à deriva no mar por muitos dias, com alguns estimando quase um mês de travessia. Cinco corpos foram encontrados dentro do barco, mas não puderam ser recuperados devido às condições climáticas adversas.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A tragédia ocorrida no Atlântico reflete a crise migratória que assola a África Ocidental e a Europa há décadas. A rota das Ilhas Canárias, embora menos utilizada nos últimos anos, continua sendo uma das mais perigosas, com milhares de mortes registradas. A travessia, que pode durar semanas, é marcada pela falta de recursos básicos, como água potável e alimentos, além das condições precárias das embarcações. A atuação de organizações como a Walking Borders, que monitora e busca auxiliar imigrantes desaparecidos, é crucial, mas insuficiente diante da magnitude do problema. A migração irregular, impulsionada por conflitos, pobreza e mudanças climáticas, exige uma resposta coordenada internacional, que vá além dos resgates pontuais. A Espanha, como porta de entrada para muitos desses imigrantes, enfrenta o desafio de equilibrar a segurança fronteiriça com o respeito aos direitos humanos. A tragédia deste barco é mais um capítulo sombrio de uma crise que parece longe de ser resolvida.

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