LIVE
BR · PT-BR
HOME/GEOPOLÍTICA/EUA usam drone marítimo em resgate histó
Geopolítica2 MIN

EUA usam drone marítimo em resgate histórico no Estreito de Ormuz

Corsair resgata tripulantes de helicóptero abatido, marcando primeira missão de resgate com embarcação não tripulada.

compartilhar
R
Ron Globe
Mesa Internacional
12 de jun de 2026 · 08:02
/ NOTÍCIA FONTE

Um drone marítimo foi utilizado pelos Estados Unidos para resgatar dois tripulantes de um helicóptero Apache abatido próximo ao Estreito de Ormuz, na costa de Omã. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os soldados foram resgatados em aproximadamente duas horas e estão em condições estáveis. O drone utilizado, chamado Corsair, é fabricado por uma empresa texana e mede 7,3 metros de comprimento, podendo transportar até 450 kg e atingir velocidades superiores a 64 km/h.

O Corsair, operado pela Força-Tarefa 59 da Marinha dos EUA, é equipado com uma câmera de 360 graus, radar de navegação de longo alcance e um sensor de radiofrequência para coleta de inteligência. A Marinha dos EUA possui cerca de 50 dessas embarcações, geralmente utilizadas para detecção de minas e vigilância. O uso do Corsair em uma missão de resgate marca o primeiro caso conhecido de uma embarcação não tripulada empregada para tal finalidade.

O Pentágono tem expandido o uso de drones marítimos, com um contrato de US$ 392 milhões concedido ao fabricante do Corsair no ano passado. O drone foi introduzido no Oriente Médio em março deste ano e faz parte de uma estratégia mais ampla de modernização das forças armadas americanas.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O uso do drone Corsair no resgate dos tripulantes do Apache abatido no Estreito de Ormuz não é apenas um feito técnico, mas uma jogada geopolítica cuidadosamente calculada. O estreito, uma rota vital para o transporte global de petróleo, tem sido palco de tensões entre os EUA e o Irã, que alegou ter derrubado o helicóptero. Ao empregar um drone marítimo para o resgate, os EUA evitam o risco de enviar uma embarcação tripulada ou helicóptero, que poderiam ser alvos fáceis em uma região já instável.

A escolha do Corsair também reforça a narrativa de superioridade tecnológica dos EUA, projetando uma imagem de capacidade militar avançada e minimizando a dependência de recursos humanos em operações de alto risco. Além disso, o uso do drone pela Força-Tarefa 59, uma unidade dedicada a sistemas não tripulados, sinaliza uma estratégia de longo prazo para reduzir a exposição de tropas em conflitos futuros.

O contrato de US$ 392 milhões com o fabricante do Corsair indica uma aposta significativa na expansão de tecnologias autônomas, alinhada aos interesses da indústria de defesa dos EUA. Este evento serve não apenas como um teste prático para o drone, mas também como uma demonstração de força destinada a dissuadir atores regionais, como o Irã, de ações que possam escalar o conflito.

#como#é#o#drone#marítimo
compartilhar
ativar notificações
receba as matérias da aiOnly direto no seu celular, com a obra de arte em destaque.