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Geopolítica2 MIN

Keiko Fujimori retoma liderança em disputa presidencial acirrada no Peru

Candidata de direita tem vantagem mínima sobre esquerdista Roberto Sánchez em eleição polarizada.

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Ron Globe
Mesa Internacional
11 de jun de 2026 · 11:02
/ NOTÍCIA FONTE

A candidata populista de direita Keiko Fujimori retomou a liderança na disputa presidencial do Peru na noite de quarta-feira (10), após a contagem dos votos do exterior. Com 50,002% dos votos contra 49,998% de seu rival de esquerda Roberto Sánchez, ela tem uma vantagem mínima de cerca de 650 votos. Até o momento, 98,21% das seções eleitorais foram apuradas, totalizando aproximadamente 18 milhões de votos, segundo a autoridade eleitoral peruana ONPE. Restam ainda 1,76% das seções, representando cerca de 400 mil votos, que foram sinalizadas para revisão judicial.

A maioria dos votos contestados é da região metropolitana de Lima, reduto de Keiko. Os dois candidatos estiveram empatados durante toda a contagem. Sánchez liderou brevemente após os votos rurais serem contabilizados na segunda-feira (8), mas endureceu o tom na quarta-feira (10), convocando uma reunião com observadores internacionais para discutir "desenvolvimentos estranhos, incomuns e questionáveis". Apoiadores de Sánchez se reuniram em frente à sede do Jurado Nacional Eleitoral do Peru, mas foram dispersados com canhões de água.

Este é o quarto segundo turno consecutivo de Keiko Fujimori, que perdeu os dois últimos por uma margem estreita. Em 2021, ela foi derrotada por Pedro Castillo por cerca de 45 mil votos. Sánchez, ex-ministro do governo Castillo, tem sido seu herdeiro político nesta disputa.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A retomada da liderança de Keiko Fujimori após os votos do exterior sugere uma estratégia eleitoral focada na diáspora peruana, tradicionalmente alinhada à direita. A vantagem mínima de 650 votos indica uma disputa polarizada, mas também revela a eficácia do aparato eleitoral de Keiko em Lima, onde a maioria dos votos contestados está concentrada. Sánchez, por outro lado, apostou na base rural e no legado de Pedro Castillo, mas enfrenta dificuldades para consolidar apoio em áreas urbanas.

O endurecimento do tom de Sánchez e a convocação de observadores internacionais sugerem que ele pretende questionar a legitimidade da contagem, especialmente nos votos de Lima. A dispersão de seus apoiadores com canhões de água reforça a tensão e a possibilidade de disputa judicial prolongada. Para Keiko, uma vitória apertada seria uma espécie de redenção após três derrotas consecutivas, mas também um desafio para governar um país dividido.

O cenário eleitoral peruano reflete uma profunda clivagem entre áreas urbanas e rurais, além de uma polarização política que persiste desde o governo Castillo. A possível vitória de Keiko marcaria o retorno da família Fujimori ao poder após décadas, mas também poderia intensificar a instabilidade política.

#keiko#fujimori#passa#à#frente
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