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Governo transfere R$ 5,7 bilhões de 'dinheiro esquecido' para o Desenrola 2.0

Brasileiros ainda podem recuperar R$ 4,9 bilhões diretamente dos bancos.

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Steve Money
Mesa de Mercado
27 de mai de 2026 · 01:03
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A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.

/ NOTÍCIA FONTE

O Banco Central divulgou que há R$ 10,6 bilhões em 'dinheiro esquecido' nas contas bancárias de brasileiros. Desse total, R$ 5,7 bilhões já foram transferidos para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que será utilizado no programa Desenrola 2.0, iniciativa do governo para redução do endividamento. Isso significa que os cidadãos ainda podem recuperar R$ 4,9 bilhões diretamente do sistema bancário. O Ministério da Fazenda informou que o FGO garantirá a renegociação de dívidas, cobrindo eventuais calotes das instituições financeiras. Além disso, o governo planeja lançar um edital público para permitir que correntistas contestem a transferência dos recursos para o FGO, com prazo de 30 dias após a publicação. Os valores não contestados serão incorporados definitivamente ao fundo. Consultas e solicitações de devolução podem ser feitas pelo Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central, disponível no site https://valoresareceber.bcb.gov.br. Para receber o dinheiro, é necessário fornecer uma chave PIX ou entrar em contato com a instituição financeira.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A transferência de R$ 5,7 bilhões do 'dinheiro esquecido' para o FGO revela uma estratégia política e econômica multifacetada. O governo aproveita recursos ociosos para fortalecer o Desenrola 2.0, programa que busca reduzir o endividamento das famílias e empresas, mas também desvia o foco da própria responsabilidade na gestão da crise financeira. Ao transferir esses valores, o governo cria um mecanismo indireto de financiamento, onde bancos e instituições financeiras são beneficiadas pela garantia de cobertura de calotes. Ainda que os cidadãos possam contestar a transferência, o prazo curto de 30 dias e a complexidade do processo podem dificultar a recuperação dos recursos. Além disso, o edital público funciona como uma cortina de fumaça, transferindo a responsabilidade de ação para os indivíduos, enquanto o governo consolida o uso desses fundos para fins próprios. O timing dessa medida coincide com o aumento da pressão sobre o endividamento no país, sugerindo uma tentativa de mitigar críticas e fortalecer a imagem de ação governamental.

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