Governo Trump revogou mais de 300 mil vistos
Medida acelera política anti-imigração e levanta críticas sobre uso de segurança nacional para suprimir dissidência.
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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou mais de 300 mil vistos durante seu segundo mandato, conforme informado pelo Departamento de Estado nesta terça-feira (20). Essa medida faz parte de uma ampla ofensiva contra a imigração, uma das principais bandeiras políticas do republicano. O número representa uma aceleração nas revogações, já que, em agosto, o Departamento de Estado havia registrado 175 mil vistos revogados desde o início do mandato de Trump em janeiro de 2025. O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, destacou que o governo Trump 'revogou mais vistos, em um ritmo mais acelerado, do que qualquer outro governo na história', enfatizando a política de 'tolerância zero' com estrangeiros que infringem a lei ou ameaçam a segurança nacional. Entre as revogações mais criticadas estão as de manifestantes pró-Palestina e de estrangeiros por comentários nas redes sociais. Além disso, o governo reforçou a triagem das redes sociais de imigrantes e solicitantes de visto, enquanto defensores dos direitos humanos denunciam o uso de razões de segurança nacional para perseguir críticos e comunidades de imigrantes.
A revogação em massa de vistos sob o governo Trump não é apenas uma continuidade de sua política migratória, mas uma estratégia multifacetada. Primeiro, o timing acelerado coincide com o segundo mandato, onde Trump busca consolidar sua base eleitoral anti-imigração. Segundo, a triagem reforçada das redes sociais e o foco em comentários públicos sugerem uma tentativa de suprimir dissidência política sob o pretexto de segurança nacional. Terceiro, a aceleração das revogações após agosto pode estar ligada a pressões internas do partido republicano para demonstrar resultados concretos antes das eleições intermediárias de 2026. Além disso, o impacto sobre comunidades específicas, como a somali-americana em Minnesota, revela um padrão de uso seletivo da política migratória para fragilizar grupos que historicamente não apoiam a agenda republicana. Essa medida também serve como um sinal aos aliados internacionais, como Israel, de que os EUA não tolerarão críticas públicas a suas políticas externas. Em suma, a política de vistos transcende a questão migratória, sendo um instrumento de controle político e social.