Terremoto de magnitude 7 atinge região do Tibete, na China
Epicentro foi localizado no condado de Nagqu, a 18 km de profundidade; região é conhecida por alta atividade sísmica.
A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.
Um terremoto de magnitude 7 atingiu a região do Tibete, na China, na noite de quinta-feira (22), segundo informações do Centro de Redes de Terremotos da China (Cenc). O epicentro foi localizado no condado de Nagqu, no norte do Tibete, a 18 km de profundidade e a cerca de 400 km da capital Lhasa. A altitude média da região do epicentro é de aproximadamente 4.864 metros. O tremor foi sentido por cerca de 132 mil pessoas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que registrou ainda um segundo tremor de magnitude 5,2 cerca de 40 minutos depois. Não há informações sobre vítimas ou danos materiais até o momento. O Tibete é uma região de alta atividade sísmica devido ao choque entre as placas tectônicas Indiana e Eurasiática, responsável também pela formação do Himalaia. Desde 1950, foram registrados 21 terremotos de magnitude 6 ou superior na região. O terremoto mais recente de grande magnitude na China ocorreu em janeiro de 2025, no condado de Tingri, matando 126 pessoas e ferindo 188.
O terremoto no Tibete ocorre em um momento delicado para a China, que enfrenta crescentes tensões na região. O Tibete, historicamente marcado por disputas étnicas e políticas, é uma área estratégica para Pequim, tanto por sua localização geográfica quanto por seus recursos naturais. A rápida divulgação de dados pelo Cenc e a menção ao USGS sugerem um esforço da China para demonstrar transparência e controle sobre a situação, evitando críticas internacionais como as que surgiram após o terremoto de janeiro de 2025. Além disso, a região de Nagqu, onde ocorreu o epicentro, é crucial para a infraestrutura de transporte, incluindo a ferrovia Qinghai-Xizang, vital para a conectividade do Tibete com o resto da China. O timing do tremor, após uma série de eventos climáticos extremos na região, coloca Pequim sob pressão para demonstrar eficiência na resposta a desastres, especialmente após as críticas à gestão das enchentes de agosto. A ausência inicial de informações sobre danos pode indicar tanto uma dificuldade logística devido à altitude e ao isolamento quanto uma tentativa de evitar alarmes prematuros.