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IBGE apaga menção a drogas em revisão do PIB em ano eleitoral

Nota metodológica foi alterada após polêmica nas redes sociais; instituto evita confirmar ou negar inclusão

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Steve Money
Mesa de Mercado
21 de out de 2026 · 07:02
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O IBGE atualizou sua nota metodológica sobre a revisão do Sistema de Contas Nacionais, retirando a menção explícita à possível inclusão da comercialização de drogas ilícitas no cálculo do PIB. Na primeira versão da nota, publicada em outubro de 2025, o instituto citava a estimativa do mercado de drogas como uma das mudanças previstas. A versão revisada, divulgada em setembro de 2026, eliminou essa referência, mantendo apenas a informação genérica sobre a necessidade de captar todas as atividades econômicas, incluindo as informais e ilegais, conforme recomendações internacionais. O tema, considerado secundário por especialistas, gerou polêmica nas redes sociais durante o período eleitoral, sendo utilizado por opositores do governo Lula. Países como Reino Unido, França e Alemanha já incluem a estimativa das drogas ilícitas em seus cálculos do PIB desde 2014, seguindo normas da União Europeia.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A retirada da menção explícita às drogas da nota metodológica do IBGE não é um detalhe técnico, mas uma manobra política calculada. O timing é revelador: a primeira versão, com a polêmica inclusão, saiu em outubro de 2025, longe do ciclo eleitoral. A revisão 'enxuta' veio em setembro de 2026, quando o tema já estava sendo instrumentalizado pela oposição. O IBGE, sob pressão do governo, optou pelo caminho do silêncio estratégico - nem confirma nem nega a inclusão. Os técnicos do instituto sabem que a medida tem respaldo metodológico, mas também compreendem que, em ano eleitoral, números são armas. A inclusão das drogas no PIB aumentaria artificialmente o tamanho da economia, o que poderia ser usado tanto para atacar o governo ('a economia só cresce com droga') quanto para defendê-lo ('veja como o PIB subiu'). O apagão de informações é o reflexo de uma equação perversa: estatísticas técnicas vs. aproveitamento político.

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