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Operação prende 'laranja' de esquema de R$ 4 milhões em licitação fraudada

Personal trainer com renda de R$ 3 mil controlava empresa que intermediou propinas em contrato bilionário

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Steve Money
Mesa de Mercado
23 de out de 2026 · 23:04
/ NOTÍCIA FONTE

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo prenderam nesta sexta-feira (23) o personal trainer Jonathan Moga Pinto, apontado como 'laranja' de um esquema de propinas na prefeitura de Bauru. Segundo a Promotoria, Moga controlava a empresa Core Intermediações, que teria captado pelo menos R$ 4 milhões em pagamentos suspeitos. O dinheiro teria sido repassado a agentes públicos envolvidos na montagem de um edital de licitação fraudado no valor de R$ 5,2 bilhões, que beneficiaria a Estre Ambiental. A operação, batizada de Cavalo de Troia, já prendeu oito pessoas, incluindo o ex-secretário de Governo Renato Purini, marido da prefeita Suellen Rosim (PSD). A prefeitura informou que está colaborando com as investigações e já demitiu todos os servidores envolvidos. A Estre Ambiental afirmou que acompanha o caso e reiterou seu compromisso com a ética. Moga, que tem renda mensal declarada entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, mas dívidas de R$ 2 milhões, abriu uma academia em Rio Claro em agosto. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 20 milhões em bens dos investigados.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O caso revela um padrão clássico de corrupção municipal: a combinação entre servidores de alto escalão e empresários que dominam o mercado de licitações. O esquema sugere uma rede bem estruturada, com divisão clara de funções: o personal trainer como figura decorativa, a empresa fantasma para intermediar recursos, e os servidores públicos garantindo o direcionamento do contrato. Os números são reveladores - um edital de R$ 5,2 bilhões com propinas de 'apenas' R$ 4 milhões representa uma taxa de corrupção surpreendentemente baixa (0,07%), o que pode indicar um esquema mais amplo e sofisticado. O timing das operações também chama atenção: a prisão do 'laranja' ocorre apenas após a queda dos principais agentes públicos, sugerindo que as investigações seguiram a hierarquia do esquema. A rápida demissão dos investigados pela prefeitura mostra um dano-control mode típico de administrações com casos recorrentes de corrupção.

#polícia#prende#personal#trainer#‘laranja’
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