Incêndio atinge fábrica da Colcci em Itajaí sem vítimas
Fogo consumiu setor de almoxarifado; prejuízos e causas ainda são apuradas
A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.
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Um incêndio de grandes proporções atingiu na tarde de quarta-feira (15/07) a unidade do Grupo AMC Têxtil em Itajaí (SC), fabricante das marcas Colcci, Forum e Triton. O fogo começou por volta das 15h30 no setor de almoxarifado e armazenamento de matérias-primas da fábrica localizada na BR-486, bairro Itaipava. O Corpo de Bombeiros de Itajaí e cidades vizinhas levou horas para controlar as chamas, que produziram uma densa coluna de fumaça visível em várias regiões da cidade. A empresa informou que todos os funcionários foram evacuados sem feridos, mas ainda não divulgou estimativa de prejuízos ou impacto na produção. A perícia para apurar as causas do incêndio só começará após o rescaldo completo, conforme informou o tenente André Luiz Silva, porta-voz do CBMSC.
O incidente na AMC Têxtil ocorre num momento sensível para o polo têxtil catarinense, que responde por 18% das exportações brasileiras do setor segundo dados da ApexBrasil. Itajaí abriga um dos principais clusters têxteis do Sul, com cadeias produtivas integradas a municípios como Brusque e Blumenau. A BR-486, onde fica a fábrica atingida, concentra 37% das indústrias do setor na região. Em 2024, o Grupo AMC havia recebido R$ 12 milhões em incentivos fiscais da Prefeitura de Itajaí para modernização industrial, conforme registro no TCE-SC. Especialistas consultados indicam que incêndios em almoxarifados têxteis costumam envolver três fatores: armazenamento inadequado de químicos, sobrecarga elétrica ou falhas em sistemas de prevenção - este último item foi reforçado após o incêndio na Vicunha Têxtil (SP) em 2022. O timing é delicado: julho marca o início da produção para as coleções de verão, período que concentra 40% do faturamento anual do setor.