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Israel expande zona de guerra no Líbano apesar de cessar-fogo

Operações aéreas e terrestres atingem área inédita ao sul do rio Zahrani, enquanto ambos os lados desrespeitam trégua.

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Ron Globe
Mesa Internacional
27 de mai de 2026 · 20:06
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As Forças Armadas de Israel declararam todo o território do Líbano ao sul do rio Zahrani uma 'zona de guerra' nesta quarta-feira (27), expandindo as operações aéreas e terrestres para uma área inédita neste século. A medida vai além da zona ocupada por Israel entre 1982 e 2000. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou na segunda-feira (25) que o Exército não está 'tirando o pé do acelerador', mas sim acelerando ainda mais. O anúncio foi feito pelo porta-voz em língua árabe do Exército israelense, Avichay Adraee, acompanhado de uma ordem de retirada para todos os habitantes ao sul do rio Zahrani, incluindo cidades como Tiro e Nabatieh, que já haviam sido atingidas por novos ataques. A expansão ocorre apesar de um cessar-fogo em vigor desde 17 de abril, mas que tem sido desrespeitado por ambos os lados, com ataques que aumentaram gradativamente. Segundo o Centro Alma, grupo de pesquisa ligado ao Exército israelense, Tel Aviv lançou 784 ataques aéreos fora da zona de exclusão desde o início do cessar-fogo, enquanto o Hezbollah realizou 545 ataques contra Israel no mesmo período.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A expansão da zona de guerra ao sul do rio Zahrani não é apenas uma resposta ao Hezbollah, mas uma manobra estratégica de Israel para redefinir o equilíbrio de poder na região. O timing coincide com o fim iminente do mandato da Unifil, a missão da ONU no Líbano, que opera ao sul do rio Litani e cuja renovação não está prevista. Ao declarar uma área maior como zona de guerra, Israel busca criar um novo status quo que dificulte a reativação de qualquer missão internacional de paz. Além disso, a escalada ocorre em um momento de fragilidade política interna em Israel, onde Netanyahu enfrenta pressão crescente por resultados concretos após meses de conflito. A decisão de expandir as operações também sinaliza uma tentativa de forçar o Hezbollah a uma negociação mais favorável, aproveitando a crescente pressão internacional sobre o grupo libanês. O cessar-fogo, que nunca foi totalmente respeitado, serve agora como cobertura diplomática para uma escalada planejada.

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