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Lituânia avança para retirar veto constitucional a armas nucleares

Presidente cena agravamento geopolítico como motivação para mudança, seguindo tendência regional

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
02 de jul de 2026 · 09:01
/ NOTÍCIA FONTE

O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, anunciou nesta quinta-feira (2) que os partidos com assento no Parlamento concordaram em retirar da Constituição do país a proibição ao armazenamento de armas nucleares em território lituano. A informação foi confirmada pela agência Reuters. Nauseda justificou a medida pelo agravamento do cenário de segurança na Europa, afirmando que a Constituição foi redigida em um contexto geopolítico distinto do atual. O presidente ressaltou que não há planos imediatos para instalar armas nucleares no país, mas a mudança garantiria flexibilidade caso o contexto de segurança se altere no futuro. A iniciativa ocorre em meio ao aumento das tensões entre a Otan e a Rússia, agravadas pela guerra na Ucrânia, e reflete os esforços dos países do leste europeu para fortalecer suas defesas. A Lituânia segue movimentos similares na região: a Finlândia revogou na quarta-feira (1) uma proibição vigente desde 1987, enquanto a Polônia manifestou interesse em receber armas nucleares dos EUA, em resposta ao posicionamento de ogivas táticas russas na Belarus.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A decisão da Lituânia ocorre em um momento de redefinição estratégica dos países do flanco oriental da Otan, que buscam respostas coordenadas à pressão militar russa. Historicamente, os Estados bálticos mantiveram posturas cautelosas em relação a armamentos nucleares, herança do período soviético e da transição pacífica para a democracia. A mudança constitucional lituana reflete uma convergência regional: além da Finlândia e Polônia, outros aliados da Otan no Leste Europeu têm revisado suas doutrinas de defesa. Especialistas apontam que a medida não significa a imediata instalação de armas nucleares, mas sim a criação de condições legais para eventualidades futuras. O timing da proposta coincide com a crescente militarização da fronteira ocidental russa e os debates sobre o compartilhamento nuclear dentro da aliança atlântica. A Lituânia, que integra a Otan desde 2004, busca alinhar sua postura com a estratégia de dissuasão ampliada da aliança, enquanto mantém o foco no desenvolvimento de capacidades convencionais através de investimentos recentes em sistemas de defesa aérea e infantaria mecanizada.

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