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Morre Peppino di Capri, ícone da música italiana, aos 86 anos

Cantor que marcou gerações teve conexão com o Brasil e influência no oeste paranaense

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
11 de jul de 2026 · 12:02
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O cantor e compositor italiano Peppino di Capri morreu neste sábado (11/07/2026), aos 86 anos, em sua residência na ilha de Capri. A informação foi confirmada através de publicação em seu perfil oficial, com a singela mensagem 'tchau, Peppino'. A família não divulgou a causa da morte, mas a imprensa italiana relata que o artista enfrentava 'uma longa doença'.

Nascido Giuseppe Faiella em 27 de julho de 1939 na ilha de Capri, Di Capri deixou três filhos: Igor (do primeiro casamento com Roberta Stoppa), Edoardo e Dario (com Giuliana Gagliardi). Sua carreira musical de 65 anos foi marcada por sucessos como 'Champagne' e 'Il Sognatore', além de duas vitórias no Festival de Sanremo (1973 e 1976) e uma no Festival de Nápoles (1970).

Formado originalmente como parte do grupo Capri Boys em 1958, seu nome artístico surgiu quando o grupo foi rebatizado para 'Peppino di Capri e i suoi Rockers'. A turnê com os Beatles em 1965 consolidou sua carreira. No Brasil, onde se apresentou pela primeira vez em 1961, sua última apresentação foi em 2019, ao lado de Zizi Possi.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A morte de Peppino di Capri encerra um capítulo da história cultural italiana que ecoou além das fronteiras da Europa. Na região oeste do Paraná, onde comunidades italianas se estabeleceram desde o século XIX, sua música acompanhou festas familiares e tradições locais. Municípios como Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu, com fortes laços com a imigração italiana, mantêm até hoje festivais que celebram essa herança musical.

O timing da notícia coincide com o período de festas juninas na região, onde canções italianas tradicionalmente se misturam às quadrilhas. A passagem de Di Capri pelo Brasil em 2019, incluindo apresentações em capitais próximas como Curitiba, reforça essa conexão regional. Sua música, que atravessou décadas, encontra ressonância especial em cidades como Francisco Beltrão e Pato Bragado, onde clubes sociais mantêm viva a tradição dos bailes italianos.

A cobertura midiática local tende a focar em artistas regionais, mas figuras como Di Capri representam um elo com a cultura matriz que moldou parte da identidade do oeste paranaense. Sua morte reacende discussões sobre a preservação desse legado musical em projetos culturais municipais, tema recorrente nas câmaras de vereadores da região durante debates sobre editais culturais.

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