Operação aérea garante transplante de fígado para paciente de Foz do Iguaçu
Helicóptero da PRF foi acionado para reduzir tempo de transporte até hospital em Curitiba.
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
Um paciente de Foz do Iguaçu, Azuil Gomes Teotonio, conseguiu realizar um transplante de fígado no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, após uma operação integrada entre equipes municipais e estaduais de saúde e o serviço aeromédico da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Azuil aguardava na fila de transplantes desde 2025 e, nesta semana, foi comunicado sobre a disponibilidade de um órgão compatível. No entanto, o tempo para o transporte era crítico, já que o fígado tinha um período máximo de preservação entre a retirada do doador e a implantação no receptor. A família buscou ajuda da Diretoria de Urgência e Emergência de Foz do Iguaçu, que mobilizou recursos para garantir o transporte aéreo. Um helicóptero da PRF foi acionado para levar o paciente do Aeroporto Internacional Afonso Pena até o hospital, reduzindo o tempo de deslocamento e permitindo que o transplante fosse realizado dentro do prazo necessário.
A operação que garantiu o transplante de fígado para Azuil Gomes Teotonio revela os desafios logísticos enfrentados por pacientes de regiões distantes dos grandes centros de saúde no Paraná. Foz do Iguaçu, localizada a cerca de 600 km de Curitiba, depende de uma estrutura de transporte eficiente para casos de emergência médica. A mobilização rápida da Diretoria de Urgência e Emergência de Foz, liderada por Jayme Carriello, e a colaboração com a PRF destacam a importância de uma rede integrada de saúde pública. Essa situação também evidencia a necessidade de investimentos em infraestrutura aeromédica e na descentralização de serviços de alta complexidade no estado. O caso de Azuil ilustra como o tempo é um fator determinante em transplantes, onde a eficiência logística pode significar a diferença entre a vida e a morte. Além disso, reforça a importância da conscientização sobre doação de órgãos e a necessidade de agilidade nos processos de captação e transporte.