Resolução da ANTT reduz oferta e encarece transporte rodoviário
Medida que prometia mais concorrência teve efeito contrário, com impacto direto no oeste do Paraná
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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) enfrenta críticas após a implementação de uma resolução que prometia aumentar a concorrência no setor de transporte rodoviário de passageiros. A medida, que entrou em vigor em 2022, tinha como objetivo facilitar a entrada de novas empresas no mercado, mas acabou produzindo o efeito contrário. Segundo dados do setor, a oferta de linhas diminuiu em 15% e os preços das passagens subiram em média 20% nos principais corredores. Empresas tradicionais alegam que as novas regras burocráticas e custos operacionais inviabilizaram a continuidade de rotas menos lucrativas. A Associação Nacional das Empresas de Transportes Terrestres (ANTT) afirma que está revisando os impactos da resolução e pode propor ajustes ainda em 2024.
A política da ANTT reflete um desafio recorrente no transporte rodoviário brasileiro: equilibrar concorrência e viabilidade econômica. O oeste do Paraná, região dependente do transporte intermunicipal para escoar produção e conectar trabalhadores, sente diretamente os efeitos da redução de linhas. Municípios como Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu, que são polos logísticos, enfrentam aumento de custos para deslocamentos essenciais. O contexto regional é agravado pelo fato de que muitas empresas operadoras são pequenas e familiares, com menor capacidade de absorver custos regulatórios. A revisão prometida pela ANTT pode ser uma oportunidade para incluir demandas específicas de regiões como o oeste paranaense, onde o transporte rodoviário é vital para a economia local.