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Tarifas dos EUA revelam estratégias opostas de Lula e Flávio Bolsonaro

Enquanto Lula aposta em soberania, Flávio busca alinhamento com Trump em disputa que vai além do comércio

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Steve Money
Mesa de Mercado
25 de out de 2026 · 05:02
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O Críticofechamento

A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.

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As eleições presidenciais brasileiras de 2026 chegam ao segundo turno com um debate acirrado sobre as relações com os Estados Unidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentam visões divergentes sobre como lidar com as recentes medidas protecionistas americanas. Em julho de 2026, o governo Trump impôs tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros, justificadas por investigações comerciais. Lula defende a soberania nacional e negociações diplomáticas, tendo recorrido à OMC, enquanto Flávio Bolsonaro busca maior alinhamento com Washington, incluindo adesão ao Escudo das Américas. O tema ganhou destaque na campanha, com Lula ameaçando medidas de reciprocidade caso as negociações fracassem, e Flávio tentando se distanciar das tarifas, afirmando defender empresas brasileiras.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A divergência superficial sobre tarifas comerciais esconde um cálculo eleitoral mais profundo. Lula opera no campo da soberania como capital político consolidado, apostando que sua base valoriza a retórica de independência nacional. Flávio, por outro lado, explora a conexão Bolsonaro-Trump como ativo herdado, tentando converter em votos o alinhamento ideológico que marcou o governo anterior. Curiosamente, ambos evitam confronto direto com Trump — Lula pela dependência econômica real, Flávio pelo risco de alienar eleitores mais moderados. O timing das tarifas, meses antes da eleição, não é acidental: Trump testa até onde pode pressionar sem causar reação eleitoral contrária no Brasil. Enquanto isso, a indústria brasileira paga o preço de ser moeda de troca em duas campanhas simultâneas.

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