Violência política de gênero persiste como barreira à participação feminina
Amanda Paschoal critica lentidão na responsabilização de agressores e impacto na democracia
A vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP) destacou a persistência da violência política de gênero como uma barreira significativa para a participação das mulheres na vida pública. Segundo dados do Instituto Alziras, 92% das acusações por esse tipo de violência são contra homens, evidenciando a desigualdade nos espaços de poder. Em ano eleitoral, os ataques às mulheres e pessoas LGBTQIA+ ganham destaque nas redes sociais e nos espaços políticos. Paschoal, que é constantemente alvo de transfobia e violência política, ressaltou a lentidão das instituições na responsabilização dos agressores e o impacto dessas ações na democracia. 'As candidatas agora vão sofrer com as mentiras, com as fake news e com a misoginia, com a violência de gênero que é tão presente na nossa sociedade e tão explorada pela extrema direita', afirmou. Paschoal também discutiu sua trajetória política, desde sua origem no extremo sul de São Paulo até seu trabalho como assessora principal da deputada federal Erika Hilton, destacando a importância de projetos como o fim da escala 6×1.
A crítica de Amanda Paschoal sobre a violência política de gênero revela um padrão estrutural que beneficia a manutenção do status quo masculino no poder. A lentidão na responsabilização dos agressores não é acidental; ela funciona como um mecanismo de controle que desencoraja a participação política de mulheres e pessoas LGBTQIA+. O timing eleitoral de 2026 amplifica esses ataques, que são instrumentalizados pela extrema direita para minar a credibilidade de candidatas progressistas. A menção ao Instituto Alziras e seus dados sobre os acusados é estratégica, mas omite a rede de influências que protege esses agressores, incluindo partidos e figuras públicas que se beneficiam da perpetuação da desigualdade. Paschoal, ao destacar sua trajetória e o trabalho com Erika Hilton, sublinha a importância das redes de afeto e militância, mas também expõe a fragilidade das instituições em proteger as minorias políticas. A violência política de gênero, portanto, não é apenas um problema social, mas uma ferramenta política para manter o poder concentrado nas mãos de poucos.