Vírus Sincicial Respiratório mantém alerta no Paraná mesmo com queda geral
Boletim da Fiocruz mostra tendência de redução de SRAG, mas VSR ainda preocupa; oeste paranaense monitora sazonalidade
O Boletim InfoGripe da Fiocruz, referente à Semana Epidemiológica 32 (9 a 15 de agosto), indica que o Paraná mantém tendência de queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no cenário nacional, acompanhando a maioria dos estados. A exceção fica para Rondônia, Piauí, Bahia e Sergipe, com leve alta. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) permanece como preocupação mesmo com a redução geral de casos. Entre as capitais, apenas Aracaju, Cuiabá, Salvador e Porto Alegre apresentam nível de alerta ou risco com tendência de crescimento nas últimas seis semanas. A Fiocruz reforça a vacinação como principal medida de prevenção contra casos graves de influenza, VSR e Covid-19, além de recomendar uso de máscaras em locais fechados e isolamento em caso de sintomas.
O padrão sazonal de doenças respiratórias no oeste paranaense segue ciclos previsíveis, com picos entre maio e agosto. A região, que concentra grandes hospitais de referência como o HU-Unioeste em Cascavel e o HUOP em Foz do Iguaçu, tradicionalmente enfrenta pressão no inverno devido à concentração de atendimentos de média e alta complexidade. A queda atual de casos coincide com o final do período letivo nas escolas da região, que funcionam como amplificadores de transmissão viral. A cobertura vacinal contra influenza nos 54 municípios da AMOP varia conforme a capacidade logística das secretarias municipais - enquanto algumas cidades como Toledo e Marechal Cândido Rondon atingem metas rapidamente, outras dependem de mutirões até setembro. O VSR, que afeta principalmente crianças menores de 2 anos, exige atenção redobrada na região devido à alta densidade populacional em cidades como Cascavel e Foz do Iguaçu.