Ancelotti monta seleção de 2030 com joias que brilharam na sombra da Copa
Trio Estêvão, Rayan e Endrick lidera renovação do Brasil, mas projeção esbarra no desafio que derrubou gerações anteriores
A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.
O teatro das convocações de Ancelotti ensaia seu terceiro ato: após o fiasco coletivo na Copa de 2026 e a saída de estrelas como Neymar, o técnico aposta em jovens que já deveriam ser titulares mas ainda carregam cicatrizes de escolhas anteriores. Estêvão, cortado à véspera do Mundial por lesão, e Rayan, promovido por desfalques, são os protagonistas desse elenco provisório. A ironia? A seleção que deveria olhar para frente ainda é definida pelas ausências do passado recente — Raphinha lesionado, João Pedro preterido, Vini Jr. inconsistente. O risco é repetir o ciclo vicioso: projetar o futuro sem resolver o presente. Entre os três garotos citados como apostas, apenas Endrick tem status consolidado. Os outros dois são promessas premiadas por circunstâncias alheias ao futebol — o que na tradição brasileira costuma ser o primeiro ato de tragédias anunciadas.